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2º dia | sexta-feira | Dia de compras

Nunca me importei tanto com o preço do dólar


Reservamos um dia inteiro para ir ao Paraguai, mas por um imprevisto, acabamos que só ficamos a parte da tarde lá. Atravessar a fronteira foi tranquilo, não precisamos nem nos identificar e o percurso estava relativamente vazio, não havia tantos sacoleiros como o esperado, mas acho que é porque fomos em período de dólar alto e em dia de semana (fim de semana é sempre mais lotado).

Fomos a pé mesmo, durante a travessia, vimos que eles estão colocando grandes de segurança porque há muitos casos de suicídio na ponte.
Eu fiquei horrível na foto, mas nela vocês podem
ver a grade que estão instalando para prevenir suicídios.
Passará uma corda de aço por esses tubos.

Novamente queria ter um passaporte carimbado pela fronteira paraguaia, mas eu nem sequer tinha passaporte.

Dica: a tendência é que as pessoas entrem pela direita do Paraguai e permaneçam nas lojas que ficam a direita, mas como já havíamos sido informados que justamente por esse motivo o lado direito era mais caro, fomos logo para o lado esquerdo.

Eu tinha uma listinha grande de itens que queria comprar, mas não comprei tanta coisa assim, pois o dólar alto desanima muito as coisas.

Fomos primeiro no Shopping Monalisa, as coisas lá são bem mais caras, o mesmo preço do que seria no Brasil, demos uma volta por todos os andares, mas não compramos nada. Tínhamos a intenção de almoçar lá, mas nem sequer vimos a praça de alimentação. Acabou que nem almoçamos nesse dia, estávamos totalmente sem fome, nem percebemos que não comemos nada.

Fomos a Cell Shop, que é a loja de eletrônicos mais barata que achamos pela internet e fizemos umas comprinhas lá. De lá, fomos a loja Amadeus, que fica no mesmo prédio e onde encontramos cosméticos mais em conta.

Saímos do prédio e vimos que estava começando a chover, como as ruas lá são de terra e logo iria virar lama, todo mundo saiu correndo. Isso nos deu uma sensação que nós tínhamos que sair dali também. Fechamos com um táxi para atravessar a fronteira com a gente e nos deixar na porta do hotel por R$ 25,00. Foi uma boa pedida, mas o problema é que o pessoal da fiscalização parava todos os táxis e vans que passavam por lá.

Nos arrependemos muito de ter fechado com o taxista. Teria sido melhor ter ido a pé, não estava chovendo muito, mas estava todo mundo correndo então nós tínhamos que correr também, foi um tanto desesperador.

Ser parado na fronteira foi algo muito chato. Ficamos um bom tempo lá (uns 10 minutos que pareciam 1 hora), achei um tanto quanto assustador. Com isso nossos CPFs foram cadastrados e mesmo não passando o limite da cota, não podíamos voltar ao Paraguai por pelo menos 30 dias para fazer compras. Ficamos triste com isso. Não tínhamos a intenção de voltar, mas é bom ter essa opção.

O taxista nos disse que se quiséssemos voltar outro dia, ele conseguia laranjas para a gente por R$ 15,00. Bom, agrademos a informação, mas não usamos. Então se você estourar a cota e precisar de algum laranja para atravessar a ponte, pergunte a um taxista.

O total de nossas compras foi de U$D 590,00. Quase passamos a cota. Por isso foi bem tenso passar na alfandega, porque mesmo estando nos limites, sempre bate aquele medinho.

Não tivemos nenhum problema quanto a qualidade de nossas compras, mas não tiramos o olho um segundo sequer no produto. Você sempre precisa ficar esperto.

Além disso, o tempo todo vai ter gente na rua querendo te entregar panfletos, oferecer ajuda ou vender itens baratos. Mesmo já sendo orientada a ignorar essas pessoas, eu acabei me esquecendo disso e parei para ver a qualidade de umas meias que custavam “10 meias por 10 reais”. Eu havia achado muito barato, aí decidi comprar, aí quando dei a nota de dez, o vendedor disse que era “10 meias por 10 dólares”. Desisti da compra na hora e sai andando, mas ele foi nos perseguindo, dizendo que faria “5 pares por 10 reais”. Eu não queria ter comprado, porque nesse preço a gente acha fácil no Brasil, mas o Bruno quis...

Para atravessar a rua, não adianta esperar que os carros parem, tem que ir “se jogando” no meio do trânsito.

Dica: Quem quiser um transfer de ida e volta, a Pousada El Shaddai oferece o serviço por R$ 25,00. Não precisa ser hospede da pousada. O veículo sai às 08:00 e volta às 15:00. Mas não minha opinião, não é necessário.

Me arrependi muito de ter ido ao Paraguai em época de dólar alto. Boa parte dos produtos estavam custando quase que o mesmo preço dos itens no Brasil. Com isso, o risco de passar a cota de 300 dólares é muito alto, aí você paga imposto e perde toda a economia.

Todos os preços são etiquetados com o valor em dólar, então por simples distração, olhávamos alguma coisa e subjetivamente avaliávamos o preço como se fosse em real. Acho que compramos algumas coisas caras por causa disso.

Evite ao máximo realizar compras no cartão de crédito internacional. A compra é realizada em peso, depois convertida para o dólar, para finalmente ser convertida para o real (só Deus sabe a cotação usada). Além disso, eles cobram uma taxa de 2% a 5% sobre o valor da compra por ser no cartão. Fora o IOF de +- 6% no final da fatura. Não use o cartão.

A noite

Tomamos um banho e fomos com nossos amigos para o restaurante mexicano El Bigodon. A decoração do lugar é linda, com vários cenários diferentes e tal. O preço também é satisfatório.
Só faltou o bigode!
De entrada pedimos nachos que vem acompanhado de três molhos separados: guacamole, salsa apimentada e creme de queijo, o aperitivo custou R$ 14,90.
Nachos de entrada
Frango vs Quesadillas






Só quem já comeu sabe como é difícil comer comida mexicana
Pedimos um Frango com molho barbecue e vegetais acompanhado de tortilhas por R$ 32,90, dando para duas pessoas e uma Dos Equis (cerveja mexicana) para acompanhar por R$ 9,00. Enquanto isso nosso casal de amigos pediu quesadillas (que não lembramos o preço).

Papo vai, papo vem, decidimos sair de lá para provar um tal chope de vinho feito no Paraná. Não lembro o nome do restaurante, mas sei que cada garrafa de 600 ml custou R$ 12,00.

Novamente chegamos mortos no hotel. Despencamos na cama.

Obs.: Se alguém for e puder tirar fotos no Paraguai para postar aqui no blog, vai ser ótimo!


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