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3º dia | Sábado | Lado brasileiro


Muitas emoções

Pedra polida linda!
Pegamos a linha 120 e descemos na entrada do Parque das Cataratas. A primeira coisa que fizemos foi tentar fazer o voo de helicóptero (custa R$ 308,00 direto com a empresa Helisul). Se você for estrangeiro, leve moeda em real, porque se for pagar em dólar, sai R$ 100,00 mais caro.


Esse dia estava super nublado, então o voo estava suspenso enquanto as condições não melhorassem. Fomos na lojinha e vimos muita coisa bonita lá.  Me apaixonei por um pingente de pedra polida que tinha lá, mas custava R$ 50,00 (achei muito caro), então o amor pela joia morreu.  Fomos para o parque das aves.


Entrada

Para quem não sabe, a siriema é a ave símbolo de Minas
Que lugar incrível, os viveiros são muito bem estruturados e nos dão a sensação de que os bichos têm uma vida boa lá. Não é como um zoológico, na verdade, a proposta do parque é totalmente diferente. Foi um dos momentos mais legais da viagem.

O Parque das Aves é um projeto de iniciativa privada (porque se fosse coisa pública, não seria tão bom) que tem como objetivo a recuperação da vida silvestre “aérea”. Eles aceitam AVES de todo o tipo, não importando a espécie (tanto que eu esperava ver inclusive galinhas por lá, mas não tinha).


Algumas aves são reinseridas à natureza e outras chegam tão mal tratadas pelo tráfico de animais ou por outros danos que tenham sofrido que, mesmo após serem tratadas, não possuem mais condições de voltar a vida na natureza. As aves que estão em recuperação ficam numa área restrita. Para vê-las é preciso ir ao parque numa segunda feira, que é o dia #SegundaContraOTrafico, quando os visitantes podem visitar a ala das aves em tratamento. Eu acho que vale muito a pena voltar lá numa segunda só para ver esses bichinhos.

Outra etapa do projeto é a preservação e a reprodução de espécies ameaçadas de extinção. Em um dos viveiros existia uma placa explicando como era feita a reprodução de uma certa espécie, e em outro, havia uma câmera filmando o ninho de uma ave recém nascida. Não deu para ver muita coisa, mas deu para sentir como os animais são bem cuidados.

Além das aves, tem um borboletário, onde tem uma ala que mostra o desenvolvimento da lagarta (do casulo ao voo), achei muito interessante. Queria ter vista uma borboleta sair do casulo na hora, mas não tive essa sorte.

O viveiro das araras é quase uma aventura: elas dão longos voos e parecem que vão nos atropelar.
Tiramos fotos com a arara em nosso braço e ela é super pesada. Conversamos com um funcionário do parque que nos disse que a cada meia hora eles trocam de ave para não estressar o bichinho, o que na segunda-feira não é possível tirar fotos segurando os bichinhos, pois é o dia de descanso deles.

Infelizmente não pudemos tirar a foto com a cobra, porque as condições climáticas influenciam no humor da cobra, e naquele dia não estavam boas.

Mas de tudo mesmo, a melhor parte desse passeio foi poder fazer carinho numa espécie de tucano que havia lá...me apaixonei por ele.
Momento mágico
No final tem a lojinha de artesanatos. Das que eu olhei, essa é a mais barata de Foz. Comprei um socador de temperos e ervas (R$ 4,00) e uma caneca de passarinho amarelo (R$ 22,00) para minha coleção.

A visita ao parque é feita por uma única trilha. Logo na entrada eles dão um mapa do local, mas ele é totalmente desnecessário, pois você não tem outra opção de caminho lá. Gastamos uma hora no parque.

Fomos ao parque brasileiro... Logo na saída compramos capas de chuva por R$ 5,00 cada  na mão de ambulantes (dentro do parque é mais caro).  Achamos engraçado porque é uma capa bem fulerinha, mas a embalagem dizia que é de alta durabilidade. De toda forma, valeu muito a pena comprar as capas, primeiro porque protegeu a mochila da água; e segundo porque foi só tirar a capa que eu estava sequinha.

Dizem que no hall de entrada tem alguns dos painéis que emitem o som de diversos tipos de pássaros da nossa fauna. Não vimos isso por lá.

Logo na entrada tem o stand da empresa macuco, responsável pelos esportes de aventura do parque, fomos lá para fazer Rafting, porem a atendente nos informou que há mais de um ano que esse esporte foi cancelado. Fiquei muito surpresa com isso porque no site da TripAdvisor tem pessoas que relatam que fizeram o passeio em setembro desse ano (mas depois descobri que essas pessoas estavam comentando o passeio errado, pois elas estavam se referindo ao passeio de barco no espaço do Rafting).

Perguntamos então pelo rapel, que também foi cancelado (parece que houve um acidente, não sei ao certo). Sendo assim, não fizemos nenhum esporte de aventura do lado brasileiro, porque já sabíamos que o passeio de barco do lado argentino era muito melhor.

Fomos comprar nossos ingressos (R$ 31,50) e fizemos uma burrada. Pagamos os ingressos em dólar, o que saiu bem mais caro. Bola pra frente.

Pegamos o ônibus (que é muito fofo) e fomos na parte superior que permite a vista panorâmica. Nos arrependemos muito, porque o vento é muito gelado, então sentimos bastante frio no trajeto, que dura uns 10 minutos. Outra coisa que não foi legal é que a passageira sentada a minha frente estava com o cabelo solto que voava direto na minha cara). Por favor, se você tem cabelão, vai com ele preso!

Passamos em frente ao hotel que tem dentro do parque é definitivamente não compensa dormir lá.

Descemos do ônibus, vestimos as capas e fomos seguindo a trilha. Bruno aproveitou para trocar o tênis pela havaiana, eu já estava com o calçado ideal para essa atividade.

A trilha tem 1,2 km de comprimento ao longo do rio Iguaçu e tem vários mirantes, assim você vai descobrindo as cataratas aos poucos. É perfeito.
Mirante

Se você tem dificuldade de locomoção, você não deve fazer a trilha, porque tem alguns degraus pelo caminho. Neste caso você deve descer no último ponto de ônibus que é na parte principal da catarata. Conversamos com uma velinha que fez isso.

No final você sai numa passarela que segue para o meio das cataratas. Lá venta muito, mas a vantagem é que a agua não é gelada. É uma sensação maravilhosa. Deste ponto você tem uma singela vista da garganta do diabo, mas não se preocupe com isso, a visão que você terá desta parte das cataratas já é maravilhosa.

Você fica bem no meio das cataratas. Impossível não pensar na possibilidade da passarela desabar e você morrer ali. Você vira um cisco no meio de tanta água.

Só indo para sentir essa maravilha

No parapeito vi alguns cordões e cadeados presos... acho que estão tentando fazer de lá a “ponte dos cadeados”. Nós não tínhamos nada para amarrar lá, mas também não acho que vale a pena, pois se todos colocarem um cadeado lá, vai sobrecarregar a passarela.

Vimos algumas pessoas falando que a máquina havia estragado porque não eram a prova d’água e não haviam comprado capinha. Se pudesse voltar ao tempo eu tinha ficado ali vendendo capinhas impermeáveis para celular e ganhado um bom dinheiro.

Uma foto profissional cairia bem. Não economize.
Ali perto tem uma área cheia de fotógrafos profissionais. Acho que eles ficam ali para atender as pessoas que esquecem de levar uma câmera a prova d’agua. Se você tem dinheiro sobrando, mesmo que tenha uma câmera a prova d’agua, recomendo que você pague por uma foto, pois os caras são profissionais, né. As fotos que eles tiram ficam lindas!  Mas no mesmo lugar que eles batem a foto, você pode tirar as suas.

Subimos pelo elevador panorâmico e fomos lanchar na lanchonete (porque o Porto Canoas já havia encerrado o expediente). Pedi um sanduíche de salame italiano por R$ 16,00 e o Bruno pegou um sanduíche de frango, um hambúrguer e uma Pepsi que ficou no total de R$ 40,00.

Enquanto estávamos lanchando, Bruno conseguiu ser picado dentro da boca por uma abelha. Eu só acredito porque estava lá vendo tudo. A abelha entrou dentro da latinha enquanto estávamos conversando e ele acabou bebendo o refri com a abelha... Ela foi obrigada a atacar.

O parque tem muitos animais. O bicho que chamou a atenção do Bruno foi uma ave que chamei de Pássaro Loubutin, pois ele é todo preto, e quando abre as asas vemos que tem algumas penas vermelhas que criam um visual lindo. Pesquisei na net depois e descobri o que nome do pássaro é Guaxe.

Vontade de por na mochila e levar pra casa
O animal que considerei muito fofo, com vontade de pegar no colo, foi o quati. Lá tem quatis demais! É muito interessante ver eles procurando por comida. Na lanchonete tem uma explicação de porquê não podemos alimentar os quatis ou qualquer outro animal do parque.

Resumo: Se você der comida de humanos para eles, além de poder fazer mal a saúde deles, ele vai deixar de comer sementes, logo, não irão mais defecar as sementes em algum lugar da mata, o que afeta a reprodução das plantas.

Depois tiramos uma foto com a estátua de Santos Dumont. O aviador é retratado lá porque foi com a ajuda dele que as cataratas puderam ser visitas pelo público em geral, pois antes era uma propriedade privada.

Pegamos o ônibus para o retorno a portaria do parque (dessa vez na parte de baixo, onde as janelas são fechadas). Passamos na lojinha de artesanato, onde o Bruno fez algumas comprinhas e fomos pegar o bus municipal de volta. Devemos ter ficado em torno de três horas no parque e foi o suficiente.

Pegamos a linha 120 e pedimos para descer na loja três fronteiras, que é uma loja que tem no meio da estrada.

Com 1,75 m de altura, a árvore decorativa
é produzida com citrino, pedra semipreciosa
de cor amarela. Os galhos são feitos de
arame banhado em ouro 18 quilates.
Essa loja é enorme, com artesanato de várias partes do Brasil e com tudo muitooo caro. Não compensa comprar nada lá.

Me encantei pelas árvores de pedra polida que tem lá. Brinquei com o Bruno que se nos casarmos, vamos colocar uma árvore dessa na nossa lista de presentes. Cada uma custava em trono de R$ 450.000,00 (é dinheiro demais). Me encantei com ela, é encantadoramente linda, mas provavelmente nunca será para o meu bolso.

Gostei tanto da árvore que ainda tentei pesquisar mais coisas sobre ela na net, talvez descobrir algum artesão que faz ela mais em conta, mas não tem muita informação não.

Outra paixão fulminante que tive foi pela fruteira de pedra polida, de R$ 5.000,00. Essa não tirei foto, mas se alguém aqui for dar um pulinho lá, pode tirar uma foto e me mandar, por favor. Talvez um dia eu possa ter a fruteira né... Quem sabe.

Bom, nós não nos arrependemos de ter ido, porque se não fôssemos, íamos ficar com isso na cabeça. Se você puder ir conhecer a árvore, eu apoio, apesar de não termos comprado nada lá, a beleza da árvore pagou o passeio.

A noite
Quando anoiteceu, fomos para a noite italiana. Fechamos o passeio com a agência da Loumar, que além de buscar no hotel, tem um custo mais barato do que comprando direto no restaurante.

A van foi nos buscar no horário marcado, muito pontual, mas infelizmente duas mulheres demoraram muito para descer para a portaria, tivemos que ficar esperando elas uns 20 minutos. Detesto atrasos. Acho que a van tinha que ter deixado-as para trás.

Pagamos R$ 63,00 por pessoa para comer a vontade, mas a bebida é a parte. Uma garrafa de água custa R$ 5,00 e um suco R$ 11,00.

É um jantar relativamente caro, mas vale o preço pela mesa de queijos que tem lá (são uns 35 tipos de queijo), porque se fosse para pagar isso para comer macarrão, nós não iríamos.

Eu simplesmente me apaixonei por um parmesão que tinha lá. Infelizmente não peguei os dados do queijo. Outro queijo que gostei muito foi aquele queijo mofado. Eu amo aquele queijo. Fiquei com medo de comer muito e passar mal.

O jantar é divido em dois salões. Fiquei chateada porque eles não reservaram uma mesa para nós dois no salão principal. Ficamos num lugar bem fraquinho, mas não foi tão ruim assim.

O atendimento de lá é excelente e durante todo tempo toca música ambiente. Mas como sempre tem algo para quebrar a positividade, o Bruno (ele sempre é sorteado pra isso) achou um pedaço de plástico da embalagem da carne no seu macarrão. Informamos (sem reclamar) o fato ao responsável pelo jantar apenas para que ele comunicasse ao pessoal da cozinha, para ficarem mais atentos.
Nossa noite romântica em Foz

Mas em geral foi um ótimo passeio. Eu faria de novo. Se você come muito, vale a pena tomar um Epocler antes.

A hora lá dentro voa! Logo deu a hora de ir embora.

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