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5º dia | Segunda feira | Passeio Hermano



O FIM DO ARCO-IRIS É NA GARGANTA DO DIABO – ENCONTREI MEU POTE DE OURO


A estrada para o parque deveria se chamar caminho das borboletas. É lindo! O veículo passa pelo meio das borboletas. Não temos certeza disso, mas acho que só desfrutamos isso porque fomos no período de outubro.

Fomos na portaria comprar nossos ingressos com peso, que em real seria equivalente a R$ 50,00 (antes de ir para o parque fomos comprar peso na Frontur, que fica na avenida JK, mas depois eu vi que dentro do supermercado muffato tem uma loja de cambio com preços adequados). Não vá ao parque argentino sem antes comprar pesos no Brasil. Nossa moeda é super desvalorizada lá.

Assim que você entra no parque tem o guichê da Jungle, que a empresa que realiza as atividades de aventura. Compramos dois ingressos para o Aventura Náutica por 350 pesos (R$ 87,50). Assim que você compra o ingresso, já escolhe o horário que vai fazer a atividade. O nosso caso, pegamos a aventura de 13:50, mas se você perder o horário, e não estando o local cheio, você pode pegar outro horário disponível. De toda forma, é bom seguir o horário marcado.

Começamos a trilha rumo a nossa grande aventura. Existe uma estação perto da entrada que te deixa mais perto das rotas do passeio de barco (que é a estação cataratas), mas, a não ser que você tenha problemas de locomoção, não compensa pegar o trem nesse momento, porque ele passa de meia em meia hora, então você terá que esperar o tem passar. Andando você ganha tempo, pois são apenas 800 metros numa trilha dentro da mata. Não tem erro e é bem bacana esse passeio.
Estação
Paramos na estação para encher nossa garrafinha. Sempre tem torneiras de agua potável nas estações.

Seguimos trilha pelo Circuito Inferior. Somos muito sedentários, então estávamos com certo receio dos 2 km de caminhada, mas a trilha é linda, feita sob a sombra das árvores e em uma passarela de metal lisa. Cadeirantes podem passar por ela tranquilamente, mas em alguns trechos haverão escadas.

Durante a trilha, você passa por diversas quedas. Nem percebe os 2 km.

Chegamos ao cais onde sai o barco da Jungle e o barco da ilha San Martin.  Não lembro ao certo, mas pegamos uma aventura antes do horário marcado.

Vimos muitas pessoas trocando de roupa, algumas só de biquíni, para o passeio. Assim que você entrega seu ingresso, você recebe a bolsa de lona verde para guardar suas coisas. Ela é bem segura, você prende ela nos seus pés e curte o passeio tranquilamente. E cabe muita coisa nela.

Enquanto aguardávamos o próximo embarque, fomos tirar foto e evitar olhar o passeio que estava sendo realizado na hora para ser totalmente surpresa para a gente.

Chegou a hora. Recebemos nossos coletes (e não eram fedorentos como nos falaram) e fomos nos sentar na primeira fila do barco no lado direito, pois era a eu estava vazia quando entramos (Não tenha certeza disso, mas talvez do lado esquerdo seja mais emocionante, mas a emoção do lado direito já é o suficiente).

O barco sai numa velocidade mediana, enquanto recebemos algumas orientações do agente da jungle (em espanhol, mas entendível), para no meio do cânion onde todos podem bater foto na “proa”, e depois segue em alta velocidade até a queda. Quando está chegando perto, o profissional orienta a todos para guardarem suas câmeras e se segurarem pois chegaria o grande momento.

Como estávamos com a GoPro, segurei ela firme volta para os nossos rostos e continuei filmando.

De repente veio aquela sensação incrível de agua por todos os lados. Fica um pouco difícil de respirar e é incrível!!!! Impossível não gostar.

Ele sai da queda, dá uma volta e retorna para a queda. E fica mais incrível ainda. Não dá para descrever. Fomos batizados pela queda “Três Mosqueteiros”.  É como sair de alma limpa. Vale cada centavo!

Também achei o passeio super seguro, inclusive para cadeirante ou crianças, mas estas talvez comecem a chorar quando estiverem embaixo da queda, com medo da situação. Mas é bem segura.

Durante todo o trajeto, o agente da Jungle filma a todos do barco com a GoPro dele. Tínhamos a intenção de comprar esse vídeo, (se não me engano, custava R$ 100,00 e pagando em pesos era mais barato), mas demos uma olhada no vídeo que gravamos em nossa máquina e ficamos satisfeitos com o osso material. Mas se você não tem uma câmera prova d’agua, vale comprar o vídeo. Nesse caso você tem que sentar na frente, porque você vai aparecer mais vezes na filmagem, que é única para todos os turistas.

Para comprar o vídeo, basta pegar o telefone do cara e marcar um horário para ele levar no mesmo dia o vídeo para o seu hotel.

Assim que você sai, eles recolhem o colete e você tira suas coisas da bolsa de lona e a pendura num varal para secar.

Dica: Apesar de não ter acontecido conosco, muitas pessoas nos recomendaram usar roupas simples e fáceis de serem lavadas, pois em qualquer um dos passeios sobre as águas você terá que colocar o colete salva vidas, e este tem um cheiro horrível, uma mistura de mil suores de todos os outros turistas que o usaram de antes de você. Alguns até disseram para usar capa de chuva descartável para amenizar a situação.

Enquanto aguardávamos o barquinho da ilha, ficamos observando o próximo barco da aventura. Quando sentimos na pele o passeio, parecia que o barco entrava totalmente embaixo das quedas, mas olhando de longe, vemos que ele chega perto da espuma da queda somente. Ou seja, ele fica bem longe da queda, mas ainda assim consegue ser uma grande aventura.

Parada rápida para um lanche e fomos para a travessia da ilha San Martín. A travessia é ligeira, a ilha é rodeada por uma pequena praia. Para ver a vista mais bonita das cataratas você deve subir por umas escadinhas.

É um caminho curto, mas como já estávamos cansados devido ao nosso sedentarismo, pareceu uma rota grande, mas em menos de 15 minutos chegamos ao ponto... E realmente é a vista mais bela! Nenhuma foto vai conseguir retratar isso.

Travessia para a ilha

Voltamos o circuito inferior e fomos para a estação pegar o trem para ir a garganta do diabo. Nosso tempo estava corrido, pois era a única chance de ver a maior queda de Foz, já que pelo horário, iríamos ter que pegar o ultimo trem de volta (não sei como as pessoas que perdem o trem fazem).

Ainda na estação compramos um lanche, que não era tão gosto assim, porém muito caro. Até o Subway lá era caro. Só para você ter uma ideia, uma garrafa de água mineral paga em reais custava R$17,50.  Decidimos comprar 3 empanadas lá por 90 pesos (R$ 22,00) porque o Bruno estava com muita fome. Fomos lanchando no trenzinho.

Para ir para a Garganta, você passa por uma passarela em cima das aguas. E então você descobre que no fim do arco íris não tem pote de ouro, tem a garganta do diabo, o lugar onde, segunda a lenda de Naipi e Tarobá, o deus M'Boy está escondido.

Ali, de frente a Garganta do Diabo, não se tem a menor dúvida de que as Cataratas do Iguaçu são uma das 7 maravilhas naturais do mundo.


E foi da Garganta do diabo que pudemos ver o helicóptero sobrevoando as cataratas. Desanimei na hora, era um passeio muito caro para a distância que ele fica da água. Queria voar de helicóptero porque imaginava que o veículo chegava bem mais perto das aguas (com segurança, é claro) e que ficava um determinado tempo voando pelas cataratas. Não achei que valia o preço cobrado.

Custei para fazer o Bruno desistir do passeio, que havíamos programado para fazer a última tentativa antes de ir para o aeroporto no dia seguinte. Quando estávamos no hotel, mostrei vídeos na internet e preços do passeio de helicóptero em outros lugares. Sobrevoar as cataratas em um helicóptero é a certeza de ver as quedas d'água de um ângulo sem igual, mas não acho que valia o preço para as nossas condições financeiras. Decidimos que vamos voar sobre um outro destino numa próxima aventura.

Pegamos o trenzinho de volta e descemos direto na estação da portaria. Do parque fomos dar um pulo na Argentina.

Cometemos um pequeno deslize nesse momento. Nós gostamos tanto do bife de chorizo que comemos no Crocante que fomos novamente desfrutar dessa maravilha. Infelizmente a sensação já não foi tão encantadora como da primeira vez. Devíamos ter deixado a doce lembrança na cabeça, mas bola para frente, né.

Fomos para o hotel nos arrumar para o ultimo destino programado para viagem: jantar no La máfia.

O lugar é lindo e vale muito a visita. Os pratos são bem acessíveis. Escolhemos uma massa feita na hora acompanhada de um molho à base de mariscos, chamado Pescatore. Uma delícia! Pedimos um suco de uva branca para acompanhar e foi uma experiência deliciosa. Nossa conta ficou em R$ 60,00. Antes de sairmos assinamos nosso nome na parede.
Nós, na Mafia

6º dia | Terça-feira | Partida


Acordamos e tiramos a manhã livre. Se tivéssemos oportunidade, teríamos ido ao recanto dos cactos, ou mesmo se estivesse mais quente, ter aproveitado a piscina do hotel. Ficamos deitados curtindo enfim um descanso depois dessa agitada semana. Pouco antes de ir para o aeroporto fomos passamos zoológico Guarani. Lá está completamente abandonado. Não faz nenhum sentido visitar o local. Só fomos porque era do lado do nosso hotel.

Despedimos da cidade almoçando no Muffato. De lá fomos direto para o aeroporto e ... Fim!

Graças a Deus deu tudo certinho em nossa viagem.

Estamos prontos para próxima!


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