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Brindemos a primavera! Um relato de uma overdose artística

Inhotim tem a parte museu e a parte jardim... vamos começar falando sobre o jardim.

Sobre o jardim botânico | O que fazer em Inhotim

Orquidário

Sendo bem sincera, poucos gostam de Inhotim por suas obras de artes. Se você não for uma pessoa extremamente culta, em outras palavras, “almofadinha”, logo você entrará em coma cultural devido ao excesso de toda essa arte, muitas vezes sem sentido.

Nem mesmo o responsável pelo museu gosta tanto assim das obras, veja o que ele disse numa entrevista aí: "Há obras de arte aqui que eu ainda não visitei e que todos me disseram que são espetaculares, mas por que eu deveria ir lá? [...] Eu não me considero apaixonado por arte. Mas de jardins, sim, eu gosto."

A beleza de Inhotim se concentra quase que totalmente em seu jardim. O jardim é a atração principal (para nós, povão) enquanto as obras são as atrações secundárias. E é do jardim que vem um pequeno grande detalhe: a maior flor do mundo floresce em minas gerais!

A maior flor do mundo é conhecida como "flor-cadáver" porque cheira muito mal, li por aí que ela tem cheiro de açúcar queimado com peixe podre e é esse aroma que atrai as moscas e besouros que serão sua refeição, pois se trata de uma planta carnívora.

No Inhotim a flor floresceu a primeira vez em dezembro de 2010 e a segunda em 2012 (estamos esperando o próximo florescimento). Pode levar até dez anos para florescer de novo e quando isso acontece dura até quatro dias. Isso mesmo, só 4 dias!

O florescimento é tão raro que foi transmitido em 2012, ao vivo, pelo site do instituto.

Além disso, tem uma pequena lenda nos jardins. O local tem cinco lagos artificiais: ouvi dizer que eles possuem uma espécie de peixe carnívoro que tira sangue de visitantes que mergulham os dedos na água. Não acredito nisso, se alguém fez o teste, me fale.
Foto padrão de Inhotim... Todos tiram foto assim

Sobre as obras | O que fazer em Inhotim


Inhotim tem cerca de 2.020 hectares e ainda tem espaço para muitas outras milhares de obras, algo entorno de duas mil obras de arte (pesquisei sobre isso). Existem obras que realmente valem a pena ver, mas também existem aquelas que você vai considerar uma perda de tempo.

Para uma obra ser construída é mais ou menos assim: o artista convidado escolhe um local determinado para criar e desenvolve a concepção do edifício que vai abrigar a obra. Aí ele pode produzir uma obra permanente ou algo que vai durar poucos dias (pois vão para outros museus).

Aqui tem muita obra de arte, não dá para ver toda em um único dia... Aí vem a parte complicada, falar das obras existentes.

O spoiler estraga a emoção do momento. Quanto menor for o seu conhecimento prévio das obras, maior será a sua surpresa e o seu encantamento. Mas também não é para você criar expectativa e achar que sairá daqui maravilhado. Se antes de ir a Inhotim você ouvir alguém dizendo que tal obra é assim ou assado, você vai lá esperando ter a mesma emoção que a outra pessoa teve, mas não é assim que funciona.

Minha foto antiga em Inhotim
Da mesma forma acontece quando você foi e não conheceu o parque todo, aí alguém exclama: “Não acredito que você não conheceu a obra X, é a mais legal de todas”. Aí você fica frustrado de não ter conhecido tal obra que se você tivesse conhecido, talvez nem ia gostar tanto assim. Inhotim gerar experiências únicas em cada um.

Por esses motivos, recomendo que você não pesquise sobre as obras que Inhotim tem, vá de cabeça aberta e encare o que der. E depois da visita, evite ficar dando exemplos muito específicos de obras de lá, para evitar que suas emoções contagie a pessoa.

Vou citar aqui minha obras preferidas. Fique à vontade para não ler essa parte e passe para o próximo título se não quiser ter alguns spoilers.


#Top mais da Blogueira AAA – Spoilers de obras de artes

1. “Verdadeiro Rouge” por Tunga: esta obra é a mais antiga do parque. De alguma forma, está relacionado ao mundo feminino, o vermelho da menstruação, os tubos de ensaio que lembram o formato de um ventre, as redes interligadas que refletem a complexidade do organismo feminino e por aí vai. É uma arvore linda e tem realmente cara de obra de arte.

Desvio para o vermelho
2. “Pavilhão Sônico” por Doug Aitken: Num prédio relativamente futurístico, um cano enterrado a centenas de metros dentro da terra com um microfone geológico captando os sons que a terra faz. Não acho tão grande coisa, mas é interessante saber que se está ouvindo o som que vem do fundo da Terra. Talvez uma experiência única. É uma das galerias mais distantes, mesmo com carrinho você precisa andar um pouco.

3. “Desvio para o Vermelho” por Cildo Meireles: Um quarto onde todos as coisas são vermelhas, incluindo os peixinhos e o pássaro (que nem sempre está lá). Nos fundo da sala há uma interessante ilusão de ótica, onde há uma pia pendurada no nada (mas só indo para entender).

4. “Viveiro educador”: Este local há algumas hortas com plantas venenosas, medicinais e aromáticas. Como eu amo plantas, amei o local

5.  “Troca Troca” por Jarbas Lopes: Outra obra que não vejo muita atração, mas é um dos símbolo do Inhotim. Vale a foto tirada entre os 3 fuscas com as cores trocadas entre eles.

6. “Máquina de olhar” por Olafur Eliasson: imagine ver um dos cenários naturais de Inhotim por uma caleidoscópio grandão.

Dessa vez não tinha muitos vasos
7. “A Origem da Obra de Arte” por Marilá Dardot: Acho que é minha preferida, tanto pelo significado, como pela interatividade. Vários vasos de cerâmica, com o formato de letras do alfabeto espalhados sobre grama, onde você pode escrever os nomes que quiser ou mesmo plantar sementes neles.

8. "Penetrável quadrado mágico " por Helio Oiticica: edificações livres na natureza, onde o chão é cheio de pedrinhas que se movem ao serem pisadas. Gosto só por causa da sensação da pedrinhas.

9. “Linda do Rosário” por Adriana Varejão: um muro feito com partes falsas de seres humanos é algo a se apreciar. A obra faz referência a mesma história verídica retratada na música “Conversa de Botas Batidas” dos Los Hermanos. A autora da obra é umas das mais bem pagas do mundo e é ex-esposa do Bernardo Paz, dono do local.

10.“Jardim do Narciso” por Yayoi Kusama: Outra obra reconhecida como cartão postal do Inhotim. Todos que vão lá devem tirar uma foto do seu reflexo nas bolas de metal.


Bora dançar, gente
12."Rodoviária de Brumadinho" por Rigoberto Torres: Painéis gigantescos em 3D. Não é uma coisa "puxa, que legal". Mas está na lista dos cartões postais.


13.“Fogos de Artificio” por Jorge Macchi: É uma obra com um jogo de luzes. Acho bastante delicada.

14.“A hora que iremos desaparecer” por Carlos Garaicoa: Uma cidade representada por velas acesas, o que remete a estar em chamas.



15."Sansão" por Chris Burden: Esta obra, infelizmente, foi desativada, mas seu funcionamento era bastante interessante. Para entrar na galeria você passava por uma roleta que acionava engrenagem que empurrava a parede em direções opostas, formando trincas na parede... talvez tenha sido desativada por motivos de segurança.

E lembram que eu falei da pulga atrás da orelha: "Dopada" de Laura Lima. Não conheço, mas tenho muita vontade de conhecer. "Em Dopada (1997), vemos uma mulher deitada no chão, dormindo na galeria por todo o tempo da exposição, até que acorde. A cada vez que estas obras são expostas por um período de tempo, novas pessoas devem ser selecionadas e receber instruções da artista sobre como proceder. Tal condição, além de questionar o objeto museológico passivo de ser colecionado, amplia a narrativa clássica da performance, termo que a artista rejeita em relação ao seu trabalho."

Mas lá tem muita obra mesmo... algumas eu nunca ouvi falar. São muitas peças espalhadas por todo o museu. Muitas eu apenas dei uma olhada rápida, sou dessas que o excesso de arte provoca overdose e coma artístico.

Para visitar as galerias, o melhor mesmo é pegar uma visita guiada. Sem guia, não tem graça/entendimento.  

Meu desabafo...

Conheço muita gente que já foi lá e que fala que as obras são lindas e tal, mas eu não sou o tipo de pessoa que tem sensibilidade para apreciar isso. Existem obras que são legais, mas a maioria é um monte de coisas sem sentido ou significado algum para mim. Mas ainda assim, vale o passeio.
Exatamente isso

Essa imagem aí do lado diz tudo!

E fiquem sabendo que eu que gosto de cultura e história, achei Inhotim de meio porte, mas o Bruno detestou... Ele detestou andar (e olha que estávamos de carrinho), detestou o sol na nossa cabeça e detestou as obras, srsrsrs.

Só para você ter ideia do naipe das obras, vi uma lá que é uma piscina verde, igual a essas que tem em clubes, mas verde... o funcionário justificou dizendo que é uma piscina que remete à mata atlântica pois é verde e toda vez que alguém entra na piscina um pouco de água sai, remetendo morfologicamente ao desmatamento e as perdas que que ela tem ao decorrer do tempo...

Nossa Senhora, como alguém teve toda essa criatividade de pensar isso de uma piscina.

Da última vez que fomos estava azul,
mas o normal, aparentemente, é verde

A obra mais ridícula que eu vi (na verdade dá para fazer uma lista), foi um monte de saco de cimento no meio do nada... fiquei com muita raiva porque andei muito debaixo de sol para chegar lá e ver aquilo... Nem tinha um guia para nos explicar a obra, nossa...

Você já foi em Inhotim? já teve uma overdose artística? Conte para a gente

Verdadeiro Rouge” por Tunga

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