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Diário de viagem - part1


Enquanto chegávamos na cidade no domingo de manhã, vimos um casal de velhinhos voltando de lá. Parece algo bobo, mas com muito significado por traz disso:

1. Eles estavam voltando domingo de manhã, bom, recomendo a todos que façam isso, porque nós fomos domingo de manhã para voltar na segunda, como consequência encontramos uma cidade prestes a se recolher em seus aposentos. Logos nos primeiros muitos na cidade descobrimos que boa parte dos estabelecimentos fechariam as 17:00 e que no dia seguinte a cidade toda dormiria em sono profundo.

Justo eu que gosto de organizar tudo na viagem deixei escapar esse detalhe sórdido. Eu me desapontei. 

2. O outro detalhe que o Bruno que deduziu logo de cara, mas que foi confirmado logo depois é que os velhinhos estavam voltando, porque novinhos não tem condições de bancar uma estadia como essa. A cidade é muito cara.

Chalezinhos de Lavras Novas. Cartão postal da cidade.

Lavras Novas é uma cidade muito cara, com baixo custo benefício. Só de fazer o planejamento da viagem eu já tinha uma breve noção disso, mas só quando fui lá que pude constatar: Lavras Novas não vale esse preço.

Acho que o que nos motivou a conhecer a cidade, mesmo sabendo que era uma viagem muito cara, é que essa seria a nossa primeira viagem romântica de verdade, algo que eu dei o nome de #SoldeAçúcar (porque ainda não era uma lua de mel) e estávamos dispostos a pagar o preço pela viagem em terras apaixonadas.

De maneira alguma estou te desmotivando a ir para a cidade, até porque eu gostei de mais. Só quero que você fique atento a realidade local. É uma cidade superfaturada, algo que, como o Bruno disse: “um lugar só para você marcar uma presença com quem você está levando, pois não vale o preço”. E não vale mesmo, vale passar o dia lá, comer, beber e brincar... e voltar para dormir em BH, não para dormir nas pousadinhas de lá.

 Nossa viagem "Sol de açúcar"

Quer dizer que nos arrependemos de ter ido? Não. Mas se voltarmos, vai ser bem diferente.

Agora que você já sabe essa informação importantíssima, vamos dar prosseguimento a viagem.
Seguindo a viagem, passamos pela pedra do equilíbrio, mas só tiramos foto na volta. Como vocês podem ver na foto, o chão é bem vermelho, para entrar no carro depois de andar por ali, tem que bater bem os pés antes de entrar (o Bruno pós jornal no tapete, então fiquem espertos).

A quanto tempo será que essa pedra está aí? 

Chegamos e demos uma paradinha na igreja, mas batemos pouquinhas fotos porque estava fazendo muito frio e nós estávamos preparados para encarar o calor abundante e não o vento. Foi um corre corre até conseguir pegar uma blusa de frio.

Foto do site: Historias de publicitaria
Não tivemos muito tempo de andar pela cidade, mas uma coisa bacaninha que nos chamou a atenção de cara foram as #lixeirasdevaquinha. Em todos os lugares você vê lixeiras decoradas de vaquinhas, o que é bem legal.

Essa história começou quando uma moradora resolveu decorar sua lixeira para não desvalorizar a fachada da pousada, os outros moradores gostaram da ideia e logo ela se tornou viral na cidade.

Curiosidade a parte, é muito comum encontrar vacas de verdade andando pelas ruas (e olha que são vacas bem chifrudas).

Fomos para nossa pousada e vimos que ela fica em frente a antiga casa de doces Curdiá, que atualmente está desativada.


A famosa casinha torta é a cara de Lavras Novas. Antigamente funcionava uma espécie de confeitaria lá, não sabemos porque foi desativada (na verdade, a única coisa que sabemos é que a casa é um projeto da artista Suzana João). Vale a pena ir bater umas fotinhos lá. Ela fica na rua principal da cidade, bem no finalzinho dela, n 110.


De lá fomos comparar dois cardápios para escolhermos nosso almoço, o do Ad’Vinho e do Santo Graal. Isso porque descobrimos que nenhum dos dois abririam no domingo a noite ou na segunda, aí tínhamos que escolher qual valia mais a pena.

Nós queríamos muito comer no Ad’Vinho, o local é muito bonito, realmente uma galeria de arte, mas o cardápio estava mais caro que o do Graal (Exceto pelo PF de comida mineira, mas nós não queríamos comida mineira). Então fomos para o Graal. De toda forma, só de ter entrado no Ad’Vinho já valeu a pena.

Chegamos no Graal que estava praticamente vazio, tanto de clientes quanto de decoração. O local prometia e muito um ambiente medieval, com livraria, armas de guerra e até garçons fantasiados de cavaleiros medievais. Chegamos lá e de cara já foi um choque ver a realidade atual.
Fomos atendidos pelo Reinaldo, que foi muito cortês com a gente o tempo todo, o atendimento foi tão agradável que eu perguntei se ele era o dono do espaço, porque acho tão raro um funcionário ser tão gentil assim com os clientes, normalmente quem é cortês assim é o dono do estabelecimento, mas ele era só garçom mesmo.

Conversamos um pouco com ele sobre o espaço e ele explicou que o antigo dono retirou as obras medievais do espaço, deixando o restaurante com o irmão. Por isso ele não estava tão bacana como o esperado.

Nossa dedução é que o dono investiu e muito no local, pois dá para ver que é um projeto muito bem elaborado, mas que o retorno financeiro não compensou isso tudo, pois em tempo de crise, são poucas pessoas que tem condições de encarar lavras Novas, então isso fez ele reinvestir em outro empreendimento e abandonar Lavras Novas.

Só para você ter ideia da decoração, ainda restou um cipó gigantesco no local, que dá para imaginar o trabalho e o preço que aquilo custou. Fora isso, ainda tinha uma armadura medieval lá... Eu fiquei imaginando o quanto aquele lugar deve ter sido bacana no seu auge.

Quanto ao cardápio, pedimos uma picanha suína marinada no whisky e servida com molho barbacue (R$42,90). O prato é só para uma pessoa, mas como nós comemos pouco, pedimos um prato para nós dois e um adicional de porção de arroz. Reinaldo foi tão gentil que já dividiu o prato em dois e colocou um adicional de arroz sem cobrar a mais por isso. Santo Reinaldo.


De bebidas, pedimos uma cerveja alemã, de R$15,00, que inclusive era a última do estoque e que achamos boa, mas não somos entendedores de cerveja para dizer se ela era realmente boa ou não.

Nós saímos de lá encantados com o atendimento que tivemos. Mas cada vez que tínhamos mais contato com os moradores locais, víamos que essa #cordialidade era típica de Lavras Novas, eles sabem tratar muito bem os turistas (exceto a pousada que ficamos, que até agora não dá para saber se o atendimento é bom ou ruim). Parabéns para os moradores.

De lá fomos para a pousada, que fica bem pertinho do Graal. Fizemos o check-in e descemos com nossa bagagem.

Nós não tínhamos muita coisa para descer, mas ainda assim esperávamos que alguém do hotel viesse nos ajudar com as malas. Mas isso não foi oferecido.Ok, bola para frente, né...

Para ir até o nosso quarto (nº 12), você precisa subir uma escada em um corredor relativamente estreito. Eu que sou magra achei apertado, uma pessoa gorda passaria esbarrando na parede.

O quarto é encantadoramente lindo (que arrependimento não ter tirado fotos). Mau-mau deixamos as malas lá e fomos dar um passeio rápido pelas lojinhas de souvenir.

As lembranças são um tanto caras lá, mas de uma loja para outra o preço varia muito, então vale a pena não comprar na primeira loja que você visitar.

Peças lindas e caras - Fotos do site oficial
Uma das lojas que fomos foi o Ateliê de Artes da Soraia Temponi. Fomos lá com a intenção de comprar canecas decoradas (eu coleciono) e talvez um chaveirinho, mas a loja estava quase vazia de artes. Conversamos com a Soraia e ela disse que estava vazia porque ela não estava conseguindo abastecer tanto o seu ateliê, como fazer as vendas para locais externos, e como havia acabado julho, época de grandes vendas, ela estava descansando para a próxima leva de produção (ela não disse exatamente isso, mas foi esse significado).

Não nos atentamos por tirar fotos no local, lá tinha uma bandeja giratória linda, mas custava R$200,00 e eu sou muito pobrinha para essas coisas, mas a peça era realmente linda. Vale a pena conhecer esse ateliê, eu senti que ela vende peças realmente exclusivas, enquanto as demais lojas vendem o comum.

De lá fomos fazer o passeio de quadriciclo com a Eco Aventura. Das três empresas que oferecem esse serviço, escolhemos a Eco Aventura: primeiro por sua localização, pois é a mais acessível. Segundo porque a opção de passeio de uma hora vai até a cachoeira dos namorados, que é a que gostaríamos de conhecer, enquanto as demais oferecem pelo mesmo preço e horário, o passeio pela cachoeira três pingos. Então você tem que escolher a empresa de acordo com o passeio que você quer fazer. Quem quiser tirar dúvidas com a Eco Aventura pode entrar em contato por whatsapp 31 99584 3199.


Se o dia não estivesse tão corrido, teríamos pego o passeio de 2 horas, que abrange as duas cachoeiras, pelo valor de R$ 180,00 (acho que compensa mais), mas era o que tínhamos para o dia.

O passeio é muito bom, começa pelo piloto dando um treinamento numa pequena pista. Depois o carrinho sai rua a fora guiado por uma moto. É bacana demais, vale o preço que pagamos.

O Bruno pilotou o tempo todo. Por estarmos só nós dois fazendo o passeio (normalmente são vários carrinhos), acho que eu poderia ter pilotado também, mas se alguém tiver interesse de saber se a dupla pode trocar de lugar, tem que perguntar direto para a empresa mesmo.


Saímos de lá e pegamos a estrada. Nosso guia foi o Nélio, um amor de pessoa, muito gentil o tempo todo. Achei muito legal quando ele parou no meio do caminho para pegar um lixo que havia no meio da estrada. Achei uma atitude muito bonita. Ele colocou o objeto no “porta-mala” do quadriciclo e quando chegamos na loja, ele foi e jogou no lixo. Bacana né.

Durante o trajeto tem uma descida que pode ser com emoção e sem emoção. Fomos de “com emoção” e amamos. Foi a parte mais legal do trajeto. A parte com emoção é uma trilha artificial (que foi montada pela empresa) paralela à rampa “saudável” que eles montaram para dar mais emoção a viagem (olha aí na foto). Pode ir com emoção sem medo algum. Eu acho que eles deveriam montar mais partes com emoção.



A primeira parada foi num mirante, onde batemos fotos. De lá fomos para a cachoeira dos namorados. Do lugar que você deixa o carrinho até a cachoeira, deve dar uma trilha de 100 metros e bem pertinho mesmo.



Água fria
É uma cachoeira bonita e muito segura, eu levaria crianças lá sem medo. E olha que eu morro de medo de cachoeiras e cobras que podem estar escondidas na água e tal. Mas ali você vê o fundo do poço, vê se existe risco de animais peçonhentos nas bordas e tudo mais. Amei o local.

Quanto a base do poço que forma um coração, você tem que usar muito a imaginação para vê-lo, acho que deveria ter esse nome só porque é um belo lugar para namorar. Na foto coloquei o coração para vocês entenderem como é a posição dele.

Tiramos algumas fotos (Nélio é um ótimo fotografo), mas não tivemos coragem de entrar, pois tava muito frio. Eu tinha planejado de ir de sandália e short para lá, justamente para ter essa facilidade na cachoeira, mas uma moradora recomendou que eu fosse de tênis e calça, aí eu fui, mas me arrependi, pois sujou o tênis de terra e deu preguiça de tirar o tênis para pôr os pezinhos na agua. Mas enfim, foi um aprendizado né.


Se voltamos, vamos fazer o passeio de jipe com a EcoAventura. Excelente profissionalismo.

Perto da EcoAventura fica o Chalé da bruxa, que é um chalezinho muito bonitinho e colorido. Parece que é um lugar onde vende cachorro quente ou coisa parecida. Pertence a pousada da pedra, que tem vários outros chalés com decoração diferenciada (Rua da Fonte, nº 120, Centro). 


De lá tomamos banho e fomos para a #TabernaCasaAntiga. 


http://www.bas2.com.br/2016/09/lavras-novas-viagem-cinematografica.html

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