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Guapé - flutua, não se submerge

No portal da cidade
Para resumir a história toda, é o seguinte: Esta região toda já tinha muita água, mas o Estado precisava de uma represa. Diante disso, no dia 09 de janeiro de 1963, as comportas de Furnas foram fechadas, retendo o fluxo de água e alagando todas as cidades das bordas, entre elas, Guapé. Foram cerca de oito dias para que a água alagasse boa parte de Guapé.

Ok, foi um progresso para a sociedade, mas a intriga dessa história está no fato de que os moradores foram “avisados” de que isso poderia acontecer, mas ninguém acreditou de fato nisso, até porque não havia previsão alguma de quando isso iria acontecer.

No dia que as comportas foram fechadas para formar o tão esperado reservatório de água, o monsenhor da cidade que sempre anunciava as notícias da região nos alto-falantes da igreja, NÃO avisou nada do que estava acontecendo. Demorou um pouquinho para que o governo informasse a população que a mesma deveria sair correndo porque a cidade iria alagar.

O governo do estado até tinha preparado algumas casas na parte alta da cidade para receber os moradores remanejados, mas estas não estavam prontas a tempo. Imagina a confusão que foi. Pouca coisa foi salva: roupas e alguns objetos apenas... quem tinha criação, perdeu tudo... Foi uma espécie de Titanic ao contrário...

Guapé submergiu nas águas de Furnas... Ironia é o fato de que a bandeira do município carrega a inscrição em latim “Fluctuat ne mergitur” (Flutua, não se submerge).

Com isso, Guapé foi uma “cidade morta” por muito tempo, mas sua beleza local continuou imponente... E como Capitólio começa atrair olhares de todo o país, Guapé começa aos poucos a se tornar um local turístico.

Então o BaS2 veio mostrar para vocês a cidade que sumiu embaixo d’água, a Atlanta mineira. Então se você está planejando uma viagem a Capitólio, não deixe de passar por aqui.


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